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Cruz missioneira, chimarrão e cavalo estampam a identidade visual dos Festejos Farroupilhas 2026

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Arte desenvolvida pela artista visual Luciane Lewis Xerxenevsky foi aprovada pela Comissão Estadual; escolha da canção-tema ocorre no dia 28 de maio.

A representação gráfica da cruz missioneira, das ruínas, do cavalo e do chimarrão sob a temática “Herança Jesuítica Guarani: 400 anos de cultura e tradição” constitui a identidade visual oficial dos Festejos Farroupilhas 2026. A obra da artista visual Luciane Lewis Xerxenevsky foi aprovada em reunião técnica da Comissão Estadual no dia 22 de maio de 2026, antecedendo a definição da canção-tema programada para o dia 28 de maio de 2026. A seleção baseou-se nos parâmetros de aderência ao tema, consistência conceitual, qualidade estética e viabilidade de aplicação prática.

O projeto cromático utiliza o azul como representação da profundidade histórica e da base territorial; o branco para introduzir luminosidade e clareza ao legado; e o laranja combinado ao vermelho para projetar calor, tensão e movimento de transição. Além da simbologia de elementos como o fogo e a geografia do Rio Grande do Sul, a bandeira estadual foi estilizada no formato de um lenço dinâmico. A concepção artística é de autoria de Luciane Lewis Xerxenevsky, servidora pública lotada no CCX LABi (Laboratório de Inteligência da Casa Civil), órgão governamental voltado à gestão estratégica de dados e inteligência artificial. Um selo comemorativo do quadricentenário também foi desenvolvido como desdobramento técnico da marca para aplicações físicas em espaços públicos e plataformas digitais.

A definição gráfica consolida mais uma etapa do cronograma dos Festejos Farroupilhas 2026, cujos trabalhos de planejamento foram abertos em fevereiro pela Comissão Estadual. O grupo, criado originalmente em 2020 sob determinação do governador Eduardo Leite e constituído por 18 entidades parceiras desde 2022, já havia formalizado o nome de Marianita Ortaça como patrona do ano. Atuando como embaixadora dos 400 Anos das Missões, nomeada pelo governo do Estado, a patrona é cantora, compositora, gaiteira, percussionista, diretora executiva (CEO) da Marianita Ortaça Grife, professora universitária de Psicologia, psicoterapeuta com 14 anos de atividade e apresentadora do programa Chimarrão com Marianita, sendo filha do músico Pedro Ortaça.

O histórico de patronos e patronas da celebração inclui Luiz Alberto de Menezes (2005), João Carlos D’Avila Paixão Cortes (2006), Antonio Augusto Fagundes (2007), Wilmar Winck de Souza (2008), Telmo de Lima Freitas (2009), Rodi Pedro Borghetti (2010), Alcy José de Vargas Cheuiche (2011), Nilza Lessa (2012), Nésio Correa – Gildinho dos Monarcas (2013), Benjamim Feltrim Netto (2014), Padre Amadeu Gomes Canellas (2015), Zeno Dias Chaves (2016), Elma Sant’Anna (2017), Renato Borghetti (2018), Cesar Oliveira (2019), Alessandra Motta (2020), Liliana Cardoso (2021), Adair de Freitas (2022), Maria Luiza Benitez (2023), Pedro Ortaça (2024) e Mário Barboza de Mattos (2025). As temáticas recentes abordaram o Bicentenário de Anita Garibaldi com o projeto “Caminhos de Anita” em 2021; as “Etnias do Gaúcho: Rio Grande, Terra de Muitas Terras” em 2022, iniciado com o acendimento da Chama Crioula em Canguçu no dia 12 de agosto; o “Centenário da Revolução de 1923” em 2023; o “Centenário de Jayme Caetano Braun” em 2024; e “Ondas curtas para uma história longa – O centenário de Darcy Fagundes e os 70 anos do Grande Rodeio Coringa” em 2025.

As festividades anuais remetem à Revolução Farroupilha, conflito civil ocorrido na província de São Pedro do Rio Grande do Sul entre 20 de setembro de 1835 e março de 1845. A insurreição armada iniciou-se na batalha da Ponte da Azenha sob comando de Bento Gonçalves, resultando no estabelecimento da República do Piratini por um período de 7 anos. A consolidação das comemorações tradicionais ganhou força a partir de 1995 com a instituição do feriado estadual de 20 de setembro. Atualmente, a estrutura física concentra-se no Acampamento Farroupilha, inaugurado originalmente em setembro de 1982 no Parque da Harmonia, com uma área de mais de 60 hectares, local onde a Chama Crioula foi integrada em 1983. O espaço, rebatizado em 1987 como Parque Maurício Sirotsky Sobrinho para abrigar o 1.º Acampamento Farroupilha, conta hoje com aproximadamente 240 lotes destinados a piquetes, patrocinadores e operações comerciais.

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