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TRE-RS confirmou que dados oficiais serão divulgados em 20 de julho.
Dados preliminares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam redução no eleitorado do Rio Grande do Sul. Até junho de 2026, havia 8.526.505 eleitores aptos a votar no Estado (uma queda de 1,82% em relação ao mesmo período de 2024, o que representa 158.176 votantes a menos).
De acordo com o levantamento, as informações foram coletadas até junho deste ano. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) informou que o TSE divulgará os dados oficiais sobre o eleitorado no dia 20 de julho.
Em comparação com o mesmo período de 2022, ano das eleições gerais, o Estado também apresentou redução, porém menor: queda de 0,77%, o que corresponde a 66.964 eleitores aptos a menos.
Do total de 8.526.505 eleitores, 7.411.073 possuem cadastro biométrico, atingindo a marca de 86,92%. A distribuição por gênero em 2026 é de 4.509.402 mulheres e 4.017.103 homens. Comparado a junho de 2024, quando havia 4.562.801 mulheres e 4.121.880 homens, a redução feminina foi de 1,17%, enquanto o recuo entre homens foi maior: 2,54%.
Entre os eleitores menores de 18 anos, contabilizam-se 72.842 aptos a votar. Acima de 70 anos, o total é 1.207.808, equivalendo a 14,17% do eleitorado total.
Envelhecimento e migração
Fábio Hoffmann, doutorando em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), aponta dois fatores principais para explicar a queda do eleitorado gaúcho: o envelhecimento da população e a migração de jovens para outros Estados. Segundo Hoffmann, os dados do último Censo do IBGE mostram o Rio Grande do Sul com uma das menores taxas de natalidade do país, e há um fenômeno crescente de gaúchos, especialmente jovens, se deslocando para outros estados.
“Se as pessoas vão envelhecendo e morrendo e, em menor medida, nascem menos crianças, é normal que esse prognóstico seja claro”, afirma Hoffmann. Ele acrescenta que esses fatores impactam diretamente a competição eleitoral. Porto Alegre, por exemplo, perdeu uma vaga na Câmara de Vereadores em decorrência da diminuição de sua população, o que amplia a competição entre candidatos e diminui a representatividade de comunidades.
Hoffmann salienta que, quando a população votante envelhece, as estratégias de campanha se reformulam. “Isso pode ir desde a elaboração e ampliação de plataformas com políticas públicas voltadas para pessoas mais velhas, até mesmo a reformulação ideológica de partidos e candidatos, uma vez que pessoas jovens e velhas geralmente se posicionam diferentemente na escala ideológica”, explica.
Nacionalmente, o eleitorado também apresentou redução. Até junho de 2026, o Brasil contabilizava 158.765.543 pessoas aptas a votar, sendo 141.321.545 com biometria, correspondendo a 89,01%. Em relação a junho de 2024, houve queda de 0,07% (122.377 eleitores aptos a menos). No entanto, o número de pessoas com cadastramento biométrico aumentou 7,56% (9.936.377 a mais).
Em comparação com o mesmo período de 2022, o Brasil registrou crescimento: aumento de 1,47% no número de eleitores aptos (2.302.426 pessoas a mais). O total de pessoas com biometria também cresceu nesse período, com aumento de 19,61% (23.179.312 a mais).