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A área desmatada no Rio Grande do Sul cai 73% em 2025 e representa 0,1% do total nacional, aponta MapBiomas

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Estado registrou 1.089 hectares de vegetação nativa suprimida e ocupa a 18.ª posição no ranking de desflorestamento do país.

A supressão de vegetação nativa no Rio Grande do Sul caiu 73% em 2025, totalizando 1.089 hectares desmatados, o equivalente a 0,1% do registro nacional. Os dados constam no Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2025), divulgado nesta quarta-feira, 27 de maio, pelo MapBiomas.

O resultado posiciona o território na 18.ª colocação nacional de desmatamento, situando o Estado entre as dez unidades federativas que menos desmatam no país, com foco na conservação dos biomas Pampa e Mata Atlântica.

O recuo no desmatamento ocorre em paralelo a ações de recuperação técnica. Entre os anos de 2018 e 2025, o governo estadual aprovou 1.905 Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADs) e aplicou R$ 43 milhões em medidas de Reposição Florestal Obrigatória (RFO). No mesmo período, o balanço de iniciativas ambientais registrou 769 ações de plantio de mudas, 208 compensações por equivalência ecológica, 270 projetos de certificação agroflorestal, 50 iniciativas de extrativismo sustentável e 1.220 ações direcionadas ao cultivo de espécies nativas.

As ações de restauração ecológica são estruturadas pelo Programa Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa (Proveg-RS), em alinhamento às diretrizes do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg).

No campo da fiscalização ambiental conduzida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) em 2025, as vistorias abrangeram o monitoramento de 60 propriedades em 21 municípios situados no bioma Pampa. Na Mata Atlântica, as operações conjuntas com municípios vistoriaram 55 alertas de desmatamento e 13 denúncias em 33 municípios.

O Estado também integrou a Operação Nacional Mata Atlântica em Pé, que monitorou 53 alertas de desmatamento em 35 municípios gaúchos, cobrindo uma extensão de 249,6 hectares por meio de análises de campo e imagens de satélite.

O mapeamento histórico e o monitoramento do território são realizados pela rede colaborativa MapBiomas, constituída no ano de 2015.

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